• Igreja Paroquial de São Sebastião

  • Capela Nossa Senhora do Amparo

  • Polidesportivo da Escola Primária de Serra D'El Rei

  • Interior da Igreja Paroquial de São Sebastião

    -->
  • Paço Real D. Pedro I

  • Padroeiro São Sebastião

 

Resenha Histórica

O Presente

O Presente da povoação é vivido com as memórias do Passado e muita esperança no Futuro. Serra d'El-Rei é uma terra simpática, onde se respira uma atmosfera mágica, inspirada pelas memórias e lendas que se encontram dissociadas da sua identidade, da sua alma. É um lugar aprazível, onde apetece viver, onde se gosta de estar. Actualmente, parece que todas as pessoas estão preocupadas em alimentar o orgulho pelo Passado, através da preservação das origens. Talvez por isso a vida cultural se encontre numa fase de renovação, caracterizada por uma procura pela identidade e pela afirmação, que alguns anos de inércia não conseguiram abafar.

Quando se fala em Serra d'El-Rei, solta-se a magia, tal como se de uma palavra mágica se tratasse, e o amor eterno de D. Pedro e D. Inês faz-nos acreditar que este é realmente um lugar especial, que faz parte integrante da Cultura e História Nacional. Tal como os avós ingleses contam aos netos os amores de Romeu e Julieta, tal como os franceses contam os de Tristão e Isolda, também os avós serranos (portugueses) contam, com orgulho, aos netos, a história de amor imortalizada por Camões, as peripécias de um D. Pedro apaixonado que tudo fazia por amor e que, por ter vivido aqui, abandona a imagem difusa que a Lenda lhe confere, se torna tão humano como qualquer um de nós. 

O Passado

A povoação de Serra d'El-Rei é uma das mais antigas e com maior tradição histórica do concelho, senão mesmo da região. Antes do século XV, era conhecida como “Serra da Pescaria” ou “Serra a par d'Atouguia”, dada a sua proximidade do mar e da sede do concelho, que, na altura, era a vila de Atouguia da Baleia. O actual topónimo teve origem no afecto especial que, a partir de meados do século XIV, os reis portugueses lhe dedicaram, sobretudo D. Pedro I, que se dedicou a esta povoação com o ardor apaixonado da sua juventude. O povo local não esqueceu a protecção real e a importância das suas regalias e privilégios e, por agradecimento ou retribuição, começou a designar a terra que habitava da forma que lhe pareceu mais justa: Serra d'El-Rei.

A origem exacta desta povoação é desconhecida, mas crê-se ter sido habitada por homens pré-históricos, como o atestam as grutas da Malgasta, da Lapa Furada, da Casa da Moura e da Cova da Moura. Antes da Nacionalidade, passaram por cá os Romanos, que fundaram um templo dedicado ao culto de Neptuno, deus dos Mares. Mais tarde, esse templo daria origem à actual Igreja de S. Sebastião. Por outro lado, existem as Cesaredas, cujo nome parece vir de César, o Imperador Romano. Segundo alguns estudiosos, parece ter existido aqui um convento de eremitas descalços, dedicado a S. Julião, e que, após a peste que assolou a região no século XII, foi incorporado no Mosteiro de Alcobaça.

Mais tarde, foi terra muito estimada por D. Pedro I, D. Fernando e D. João I, que para cá vinham em lazer, em busca da diversão das caçadas e pescarias. Contudo, outros monarcas, como D. João III e D. Afonso V, foram atraídos por esta região, onde também se divertiam nos seus momentos de ócio, caçando e pescando com os seus fidalgos.

Em 1393, realizaram-se aqui as Cortes, em que se assinaram as tréguas com Castela e o despacho de agravamentos especiais dos concelhos. Em 1455, D. Afonso V confirmou a posse de uma herdade contígua ao Paço, cuja renda se destinava ao sustento dos pavões.

Mais tarde, em meados do século XIX, no período das Lutas Liberais, Serra d'El-Rei foi palco de um episódio que levaria à implantação do Regime Liberal no País: - foi aqui que se acoitaram os soldados miguelistas, derrotados pelos liberais…

Do passado, também ficaram registos dos privilégios reais concedidos aos habitantes de Serra d'El-Rei. Em 1360, talvez numa tentativa de fixar e atrair aqui a população, D. Pedro decreta que estes habitantes devam ser libertados de pagar impostos, ir “em hoste” e “em fossado”, ao mesmo tempo que lhes assegura a sua protecção, declarando que nada lhes deve ser tirado, sem ser por ordem real. Ainda neste ano, decreta que todos os habitantes da povoação, assim como todos os que quiserem vir para cá morar, possam ter acesso a géneros alimentares sem pagarem impostos, tal como os liberta dos impostos determinados pelos concelhos vizinhos (Óbidos e Lourinhã). Em 1405, D. Fernando reitera os privilégios anteriormente concedidos por D. Pedro I. No século XVIII, D. Maria I concede aos habitantes de Serra d'El-Rei uma certidão que atesta os privilégios estipulados pelos monarcas anteriores.

A História dos Serviços da Junta de Freguesia

Transporte de Mercadorias
O transporte de mercadorias era feito, a nível local por burros (com albarda e cestos ou com carroça), por bois (juntas de bois ou vacas de raça mirandesa, puxando “com carros de bois”) e também machos e cavalos. Posteriormente, surgiu o tractor com o atrelado e os machos substituíram muitos burros. Os transportes regionais eram feitos por camiões e também por alguma tracção animal (galeras e carroças de cavalos e machos). Durante a Guerra, os transportes de tracção animal foram muito utilizados para ligar o caminho-de-ferro (S. Mamede) a Peniche.

Correios
Antes de haver a distribuição domiciliária, o correio era entregue num posto público, onde também havia telefone. De 1940 a 1960 (?), o posto estava instalado no Adro, numa casa particular, da família Rodrigues, e eram duas irmãs, Guilhermina e Severina, que faziam o expediente. Mais tarde, um irmão, Joaquim, foi o primeiro distribuidor domiciliário (carteiro), seguindo-se-lhe um sobrinho, Policarpo (Plica”).

A distribuição no posto era um momento de distracção para muitos, embora para alguns fosse de ansiedade.

Geralmente, eram as mulheres, os velhos e as crianças, que ouviam a leitura dos nomes e recebiam logo de imediato. Durante a Guerra de 39/45 podia-se esperar pela camioneta do correio (às 12h30m) duas e mais horas pois os atrasos, resultantes das fracas médias horárias, devidas ao fraco combustível e ao mau estado das estradas, iam-se acumulando desde Lisboa, passando pelas Caldas. Enquanto aguardavam pela camioneta, as pessoas ocupavam a sala e conviviam.

As referidas funcionárias eram muito simpáticas, mas estas sessões prolongadas, todos os dias, deviam ser um martírio. Mais tarde, ficou só uma irmã, a “menina” Guilhermina, que se manteve solteira e excelente pessoa.

A Braçal
A “braçal” era uma prática comunitária que consistia em, todos os anos, os homens válidos trabalharem um dia para a Freguesia. Em caso de necessidade, podia-se trabalhar mais que um dia. Quem tinha juntas de bois, contribuía com o trabalho da junta. Nos anos 50, um elemento altamente empreendedor e bem aceite pela população foi o Sr. Pires.

Cantoneiro das estradas
O trabalho cantoneiro das estradas não era da responsabilidade da Freguesia, mas era importante e ocupava um serrano – o Zé Gato (o Sr. José Casimiro Ribeiro).

A guarda das terras
A guarda das terras era paga pelos proprietários e foram guardas ao mesmo tempo dois irmãos, João e Antero das Éguas (Srs. João e Antero Monteiro).

Guarda-rios
A função de “guarda-rios”, de certo modo, era desempenhada por um atouguiense. E era um serrano que cuidava da caça – o guarda da “venatória”, que foi o Sr,.José “Laurentino” (José Figueiredo).

Outros serviços públicos ou colectivos, além dos já referidos, eram o do acendimento dos candeeiros a petróleo e o da manutenção do cemitério.

De: Engº Manuel Augusto Monteiro Marques 

Link's Úteis

municipio-de-peniche.gif

Município de Peniche

logo_mai.png
Consulta de Cadernos Eleitorais

jornal-das-autarquias.png
Jornal das Autarquias

farmacias-de-servi-o.png
Farmácias de Serviço

ipimar.png

Metereologia

peniche-online.png
Peniche On-Line

serrana.png
Serrana ADCR

Meteorologia

Hoje -
Amanhã -
Depois de Amanhã -